Relações e Emoções

26.10.2016

 

 

Eu acredito que a forma como nos relacionamos com o alimento e o alimentar-se está intimamente ligada às nossas emoções.

Olhar para os nutrientes e a falta deles, peso, curvas, gramas, carne é ter um olhar restrito a nutrição do corpo.
Mas o alimentar-se vai muito além do corpo. É nutrir corpo, mente e alma. A forma como nos relacionamos com a comida está ligada ao amor. Ou a falta dele.
Tenho aprendido que todo ser humano busca por fusão. Nasce em fusão intensa com a mãe e conforme se desenvolve vai formando seu Eu e diminuindo essa fusão. Para o bebê se alimentar é iniciar o processo de separação da mãe. E eu entendo que até uns 3 anos ele poderá avançar e voltar no processo de comer para buscar fusão que vai se perdendo com o seu desenvolver.
Comer é deixar de estar em fusão com a sua mãe. E dependendo de um monte de fatores essa separação será mais tranquila ou não.

Ir para a escola, mãe que volta a trabalhar, dentes, país separados, desmame precoce, treinamentos de sono, falta de empatia, forçar a se alimentar são processos de separação bem duros. E talvez deixar de comer seja a solução para ele mamar mais e permanecer em fusão.
Olhar para a nossa relação com a comida, para a nossa neura com a balança, nos acolher, entender que isso é nosso, não deles, que nós já deixamos para trás esse Eu sabotador e encararmos que temos uma oportunidade maravilhosa de construir uma outra relação dos nossos filhos com a comida é maravilhoso! Nos conecta verdadeiramente a quem eles são. E eles são um mar maravilhoso de novas oportunidades! A mensagem que passamos é de profundo respeito a quem eles são e toda a sua complexidade! Que não se resume ao peso, as 400g, a carne, a curva.
Criar nossos filhos livremente é liberta-los das nossas expectativas.

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