Ainda sobre bolhas...

26.10.2016


Nós, Carol e Tina, além de educadoras, somos mães! Somos pessoas que defendem (mesmo!) uma infância livre! Isso significa que buscamos uma vida FORA DAS BOLHAS! Somos constantemente questionadas se, quando buscamos, para nós e nossas filhas, uma alimentação saudável; se quando não as expomos às telas e seus programas cheios de propagandas e informações e imagens prontas; quando optamos criá-las ativamente ao invés de terceirizar seu cuidado... Somos questionadas se elas não estão sendo colocadas em uma bolha.

Nos primeiros sete anos, a criança pequena aprende pelo exemplo! Aprende convivendo, observando! É uma potência cheia de curiosidade, de criatividade! Vive da descoberta!!! Da exploração! Forma o paladar, define o caráter, se encanta pelo mundo e desenvolve o equilíbrio emocional, segurança, confiança! Gostamos bastante do olhar Antroposófico sobre a primeira infância e, sob esse olhar, é TÃO importante que a criança pequena participe do seu ambiente familiar! É TÃO importante que ela observe o pai e a mãe realizando suas tarefas diárias, sendo eles mesmos! Que participe dos processos, com início meio e fim. Trocar olhares, risadas, choros, alegrias, medos… enfim!

Qual o momento certo para todas as coisas? Qual o papel dos pais no desenvolvimento dos filhos? Quem é o verdadeiro educador? O que significa estar dentro de uma bolha?

Acredito no tédio que leva à criação! Em trazer uma coisa de casa vez! Um brinquedo de cada vez! Observar mais. A interferência mínima! O estímulo no momento certo! Respirar enquanto se concentra profundamente! Vivenciar a natureza. Observar e respeitar! Acolher sem julgar! Confiar!

Existem muitos artigos, entrevistas de educadores, pesquisadores e médicos sobre a importância de brincar ativamente ao ar livre, na natureza, na rua!
Eles estão em evidência porque as crianças têm tarefas demais. Muita TV, bastante tempo dentro de casa ou na escola.
Esses dias, durante uma oficina, sugerimos que as crianças, por diversas vezes, criassem formas, desenhos, pinturas. A criação era livre mas uma criança insistia em querer a forma de uma famosa porquinha rosa, personagem de desenho que assiste diariamente. Sim, ela podia imaginar o que desejasse, um céu roxo, um cavalo com asas, um arco íris. Mas a única imagem que vem a sua cabeça é a da porquinha da televisão. Para a Antroposofia a tela exerce um poder de hipnose, que limita o poder de imaginação e criação da criança. E quando nos perguntam se estamos criando nossas filhas em uma bolha sem televisão, ficamos pensando se não é exatamente o contrário.
Para enriquecer essa discussão, indicamos a leitura dos seguintes artigos: um do projeto Criança e Natureza. Ele traz um compilado de pesquisas sobre a importância de brincar ao ar livre!
http://criancaenatureza.org.br/por-que-existimos/os-beneficios-de-estar-ao-ar-livre/#desenvolvimento-integral-da-crianca

E estes dois, baseados na Antroposofia: 

http://www.antroposofy.com.br/forum/sobre-a-hipnose-da-televisao/

http://www.antroposofy.com.br/forum/a-televisao/

 

 

 

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