Dando uma mão para a Natureza

13.10.2016

 

Esta semana, encontramos um filhotinho de passarinho, quase sem penas, caído no chão. Sem saber se ainda estava vivo, a primeira reação foi pegá-lo e... que alegria!! Seu pequeno coração ainda batia forte, embora ele estivesse bem debilitado. E agora? O que fazer com ele? Olhamos ao redor na tentativa de achar um ninho, ou quem sabe encontrar sua mãe o chamando. Encontramos muitos ninhos por ali. Encontramos muitas aves voando e se alimentando ali pertinho. O que será que aconteceu? Será que o vento e a chuva o arrancaram do ninho? Será que o ninho foi construído em um lugar inseguro? Será que alguém podou justo o galho da árvore onde o ninho se apoiava? Ou será que sua mãe foi capturada em uma arapuca? Não dá para adivinhar... Então, chegou o momento da decisão: vamos dar uma mãozinha para a Mãe Natureza e cuidar dele! Dar aguinha, fazer um ninho improvisado, aconchegante, quentinho, seguro, alimentá-lo. Ele reagiu bem nos primeiros 2 dias, mas o calor intenso acabou vencendo a batalha da vida. Infelizmente, nem sempre nossa boa intenção acaba bem sucedida. Os animaizinhos, tão frágeis e indefesos, muitas vezes não conseguem reagir e sobreviver fora de seu hábitat e dos cuidados maternos. 

Essa história trouxe algumas reflexões... uma delas foi: o que teria acontecido se não tivéssemos interferido no curso natural da vidinha dele? Jamais saberemos esta resposta, mas fomos pesquisar sobre o assunto e descobrimos algumas dicas de como avaliar a situação para tomar a decisão de interferir ou não na vida selvagem:

 

1- Um animal silvestre precisa de assistência se:

  • Estiver parado e não responder a movimento ou estímulos externos

  • Estiver sangrando ou machucado

  • Um animal adulto puder ser capturado facilmente

  • Tiver dificuldade respiratório ou apresentar convulsões

  • Estiver desidratado ou emaciado (olhos fundos, pelagem sem brilho)

2- Se você achar um animal machucado ou um filhote sem os pais:

  • Não é recomendado que o público em geral manuseie animais selvagens a não ser que o animal não represente um risco para sua segurança, estiver em estado critico e precise de ajuda imediata. Só manuseie um animal selvagem se for instruído pela Policia Ambiental/CETAS (48) 3665-4487.

  • Caso precise manusear um animal selvagem, use luvas e outros equipamentos de proteção, para não correr o risco de se machucar e/ou contrair doenças.

  • NUNCA acaricie ou brinque com um animal selvagem, isso só causa estresse e aumenta o risco de choque. Pessoas e outros animais devem manter uma distância segura do animal. O contato com humanos também diminui as chances de reabilitação e soltura.

  • Não ofereça comida ou água ao animal (com exceção do beija flor que deve ser alimentado com néctar próprio para o animal a cada 30 minutos para prevenir desidratação). Só é possível determinar o que há de errado com o animal depois de um exame físico feito por um veterinário especializado. O fornecimento de alimentação e água de forma inadequada podem ser fatais. Assim como humanos, animais hospitalizados precisam ser hidratados gradualmente e alimentados com fórmulas e técnicas específicas para sua espécie.

  • Nunca tente tratar um animal machucado. Deixar o animal o animal quieto é o melhor tratamento possível até que ele possa ser transportado para a Polícia Ambiental/ CETAS.

  • Não tente reabilitar um animal selvagem por conta própria. Cada animal requer dieta e tratamento especializados. Mesmo que o animal pareça estar bem, os efeitos de um tratamento incorreto podem levar meses para aparecer e então será tarde demais para sua recuperação.

  • Lembre-se que animais selvagens podem transmitir doenças para você, seus filhos e animais de estimação.

3- Animais Órfãos

 

A coisa mais importante a fazer caso encontre um filhote é ter certeza que ele é órfão. Muitas vezes, pessoas com boas intenções retiram filhotes saudáveis de seus pais por não entenderem seus hábitos.

Isso é muito comum com aves que estão aprendendo a voar. Elas geralmente passam alguns dias no chão enquanto aprendem a voar, e durante esse período ainda estão sendo alimentados por seus pais.

Mamíferos podem parecer perdidos e sozinhos enquanto exploram ou aguardam o retorno de seus pais que foram buscar comida. Sempre monitore a situação e ligue para o CETAS antes de tomar uma atitude.

Se um filhote estiver realmente órfão (os pais estão mortos ou sumiram após um longo período de observação) ou se estiver machucado, ele precisa de atenção e cuidados especiais. Ligue para a Polícia Ambiental/CETAS o mais rápido possível.

 

4- Transporte

 

Caso necessite transportar um animal selvagem para a reabilitação, siga os passos a seguir para garantir que o animal seja transportado de maneira confortável e menos estressante possível:

  • O animal nunca deve viajar no colo.

  • Mantenha o animal em uma caixa fechada com segurança, em cima do banco ou no chão.

  • Mantenha o carro quente e quieto (sem música ou conversas). Mantenha todas as janelas fechadas para sua segurança.

*Lembre-se que manter e cuidar de animais selvagens sem licença dos órgãos estaduais ou federais de meio ambiente é ILEGAL (fonte: www.r3animal.org/animais-silvestres).

 

Observando essas dicas, podemos garantir que sempre estaremos ajudando a Natureza a seguir o seu curso natural. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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