Ao ar livre

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A terra é nossa casa!

#1 Esse é o meu refúgio

Saia por aí em seu bairro, vá até um parque ou área natural, ou mesmo no quintal de casa e encontre um lugar que você se identifique. A ideia é que vocês criem um refúgio, um local para voltar mais vezes! 

Depois que escolherem este lugar, comece a deixá-lo com a sua cara! Use folhas de árvore para fazer uma cabana, encontre uma pedra ou tronco para fazer de banco, de mesa. Deixe a imaginação fluir!!

#2 para criar intimidade

COMO BRINCAR?

A ideia desta brincadeira é a de se sentir acolhido, em casa, com alguns elementos naturais como folhas secas, sementes, areia, galhos, pedras, gotas e água, de uma maneira bem divertida!

Primeiro, vocês devem sair por aí, coletando elementos naturais e colocando dentro da caixa ou sacola.

Depois disso, escolham um local bem gostoso e relaxante (pode ser o refúgio que escolheram anteriormente). Estendam a canga e um de vocês (ou mais de um, dependendo do tamanho do tecido), deve se deitar. A outra pessoa irá então, iniciar a experiência.

Você vai precisar de:

- tecido fino e translúcido (tipo voal, algodão, TNT... Pode até ser um lençol, sem estampas!)

- uma caixa ou sacola para coletar os elementos naturais

- uma canga, para se deitar no chão

- garrafa com água/regador

- uma muda de roupa

O tecido translúcido deve ser esticado sobre a pessoa deitada, mas sem encostar nela. Para isso serão necessárias duas pessoas, ou você pode amarrar uma das extremidades do tecido em uma árvore, por exemplo. 

Então, os elementos naturais devem ser adicionados aos poucos... você pode criar uma história para narrá-la enquanto for acrescentando os elementos, como: Você está em uma floresta bem linda! ouça os pássaros cantando, os insetos voando. Quando o vendo bate, as folhas e sementes voam (e você joga as folhas e sementes sobre o tecido, que fará sombras lindas para quem vê de baixo!). E a história segue, até que chega a hora da chuva... que chega de mansinho, mas que vira uma grande tempestade, quando você molha o tecido com a água, e a depois o chacoalha, fazendo como uma onda furiosa! Esse é o ponto alto desta brincadeira, onde as crianças ficam muito animadas em se molhar. Querem fugir mas continuar se molhando! É muito legal!

 

E a brincadeira pode continuar, onde o tecido vira onda do mar, e as crianças devem atravessar debaixo do pano, sem encostar nele, enquanto você o movimenta com força! É muito divertido!

#3 Fazendo pipas de mão

Usando galhos e folhas, podemos criar muitas coisas! Mas uma coisa bem bacana é fazer pipas de mão, que independem de vento. Você começa enfiando folhas . Ainda mais se a folha for cheirosa, como a do eucalipto ou de ervas e árvores frutíferas. Além de bonito, fica muito cheiroso!! Daí é só sair correndo!

Obs: Lembre-se que o brincar

deve ser guiado pela criança.

Ela pode querer criar uma

espada, uma varinha mágica...

pode arrancar as folhas pra

espetar de novo, quebrar o

galho pra ouvir o barulho ou testar sua força... deixe que a criatividade role solta!!  

#4 espelhos da alma

Você já pensou em levar espelhos para a natureza?

 

Brincar de refletir a luz, de colocar no chão para ver o dossel da floresta, para ver seu próprio reflexo integrado á natureza, para criar mandalas com flores, usando o céu como fundo?

Então é isso que te propomos! Sair pela natureza levando um espelho médio, ou o que tiver e criar! 

#5 Para corpo e espírito

Os antigos Indianos, criaram os Asanas (posturas do yoga) baseando-se na paciente observação da natureza.

 

Eles dizem que por trás da prática dos Asanas está uma advertência da Mãe Natureza, de que nós nascemos dela e que nenhum domínio é possível até que o animal que há em nós tenha sido reconhecido e aceito.

 

Observamos que as crianças, na primeira infância, fazem algumas posturas naturalmente. Observe você também e depois conte se elas são parecidas com as práticas que vamos propor!

Pensando em bebês: É importante que possamos familiarizá-los com as práticas e posturas. Com o respirar, conhecer o corpo. Então, sugerimos que pratiquem as principais posições (que aos poucos iremos propor) na frente deles, para que observem e provavelmente, tentem imitar. (imagem 1)

Para crianças maiores, vamos começar sugerindo uma brincadeira de movimento. De pular muito, mexer o corpo, expandir e, logo em seguida, respirar, sentir o coração bater, se esticar fazendo a posição da árvore, na segunda imagem, e finalizar com a posição da criança, na terceira imagem. Vocês irão notar que algumas crianças sentirão a necessidades de continuar por mais um tempo em silêncio!

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#6 Uma trilha cheia de surpresas

Esta atividade é muito gostosa e ajuda as pessoas a "calibrar" o olhar, quando estiverem em um ambiente natural, ao ar livre. Esta brincadeira faz com que olhemos tudo nos seus detalhes, que consigamos enxergar detalhes que passariam desapercebidos! Ela está inspirada em algumas atividades de Vivências na Natureza, de Joseph Cornell (Sharing Nature).

Primeiro, percorra uma trilha, ou um caminho buscando uma pequena lista de desafios, como: algo perfumado, uma folha mastigada, algo que esteja voando, alguma coisa vermelha, uma pena, uma concha... enfim! Você pode elaborar a lista, pensando no local que vocês estão!

Depois de percorrer esta trilha e encontrar os elementos, vocês podem fazer uma trilha diferente, onde o objetivo agora seja encontrar objetos que não sejam da natureza. Se o local tiver intervenções, como lixo e outros objetos, basta percorrer o local e identificá-los.

Outra forma de fazer isto seria: escolha um trecho de natureza, onde seja possível você esconder objetos, camuflar brinquedos em meio aos elementos naturais, sem que os participantes vejam. Depois, cada um deve percorrer a trilha, em silêncio, para tentar identificar os objetos escondidos. A ideia é que os participantes percorram a trilha e contem mentalmente, quantos objetos identificaram, sem recolher. Se necessário, poderão percorrer a trilha mais de uma vez! Ao final, quando todos já tiverem observado, todos percorrem o trecho juntos, identificando e recolhendo cada objeto! Obs: é importante lembrar de recolher todos, já que são objetos que não pertencem àquele ambiente!

Para os bebês menores, vale espalhar objetos diversos e chamativos (podem ser só elementos naturais, ou misturados) e observar o que eles fazem, o que escolhem, como brincam. Podem instigar a buscar uma folha igual ao que vocês estão segurando, etc.

lu

la

A natureza me abraça

#1 Dentro de um ninho

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Busque um local com árvores resistentes, ou que tenha algum suporte firme onde seja possível se pendurar!

Leve tecidos (pode ser um sling, uma rede, um lençol, uma canga!) e amarre o tecido para fazer um ninho suspenso! 

Se não for possível pendurar-se, crie um refúgio bem aconchegante com o tecido, usando-o como cobertura. Debaixo deste dossel, crie um ninho, como os de passarinho, e fique ali, ouvindo os sons, respirando, pensando, lendo, contando histórias...

Ou, em dois adultos, segurem firme o tecido em suas extremidades para a criança deitar. Embalem cantando alguma música significativa para vocês!

É tão gostoso sentir que a natureza nos abraça!!! Uma sensação de útero materno, de colo, de abraço! Divirtam-se!

#2 Criando um grande ninhal

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Sugerimos no espaço "no ninho", que pudessem criar ninhos usando argila, algodão palha...

Agora nossa sugestão é que vocês montem um grande ninhal pelo jardim. Que espalhem beleza e fofurice em locais que outras pessoas possam também contemplar!

Para deixar estes ninhos na natureza, é importante que todo o material utilizado seja natural e efêmero também, como argila, palha, galhinhos! Fica tão lindo e as crianças (e os adultos!) se apaixonam!!

#3 Encontre sua árvore

Vamos estreitar nosso vínculo com a natureza? Vamos aguçar nossos sentidos e ir além do que os olhos veem?

Para brincar, você precisa estar em dupla, e também, precisa estar em um local onde existam árvores.

Uma das pessoas deve estar vendada, enquanto a outra, com os olhos abertos, irá conduzí-la até uma árvore.

A pessoa vendada deve conhecer, investigar, sentir a sua árvore, cheirando, tocando, medindo... Quando ela sentir que já explorou bem, o condutor deve caminhar com a pessoa vendada, fazendo um caminho que deixe a pessoa confusa, despistando-a do local da árvore escolhida.

Depois disso, a pessoa vendada deve retirar sua venda e, agora de olhos abertos, tentar encontrar a sua árvore!

Esta brincadeira é infalíve!

Quando já tiverem identificado a primeira árvore, devem trocar de função e agora, quem estava conduzindo deve vendar os olhos e quem estava vendado, deve escolher outra árvore para conduzir sua dupla até lá!

​É muito gostosa esta brincadeira e realmente, quando encontramos a nossa árvore, sentimos muita intimidade com ela! Dá até vontade de abraçá-la!

#4 silenciar para escutar

O convite de hoje é de silenciar. 

Escolham um lugar bem calmo, o mais distante possível das agitações e ruídos urbanos. Sentem-se em um lugar gostoso e acolhedor. Respirem 1, 2, 3 vezes, profundamente! 

Fechem os olhos e abram os ouvidos. Concentrem-se nos sons da natureza e tentem contar quantos sons diferentes é possível perceber: aves cantando, animais caminhando, asas de insetos, vento... Contem levantando os dedos das mãos para cada som diferente detectado.

Abram os olhos e compartilhem o que escutaram! Tentem imitar alguns dos sons e descobrir de onde eles vieram!

#5 Museu a céu aberto

A natureza e seus encantos. Criar momentos de contemplação e não perder eles no caminho diário. Essa é a ideia do Museu a Céu Aberto.

 

Primeiro crie molduras, reutilize umas antigas, vale de todas as formas, contornos e materiais e vá para a natureza! Com as molduras em mãos enquadre paisagens, detalhes, do chão ao céu! Volte e observe por dias, crie uma exposição, convide amigos. Ao observar durante dias, repare se as paisagens mudam, se os quadros se modificam!

 

Registre, fotografe e conte para nós!

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#6 Presente de Natal

Sugerimos para você, nesta véspera de Natal, que envolva sua família com histórias, que possam criar enfeites e objetos de decoração usando elementos naturais trazendo um clima de magia, fé e união! 

Também comentamos sobre o valor de presentear alguém com algo feito artesanalmente, por nós mesmos, o que traz também uma importante reflexão sobre o consumismo e o verdadeiro valor dos gestos!

Sugerimos então que, neste dia, vocês saiam por aí presenteando pessoas queridas com suas criações. Que possam se desfazer de objetos em excesso e, de quebra, ajudar outras pessoas doando-os. Que organizem momentos de trocas: trocas de bilhetes, trocas de olhares, trocas de abraços, trocas de objetos, de ideias, de risadas, de livros... que cozinhem aquela receita de família juntos! Que tal?

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Eu quero conhecer

#1 Sentindo a natureza

A ideia dessa brincadeira é a de sentir, experimentar, conhecer pelos sentidos os elementos naturais como folhas secas, sementes, areia, galhos, pedras, gotas e água, de uma maneira bem divertida!

Você vai precisar de:

- uma caixa ou sacola para coletar os elementos naturais

- uma canga, para se deitar no chão

- garrafa com água/regador

- um conta-gotas

Primeiro, vocês devem sair por aí, coletando elementos naturais e colocando dentro da caixa ou sacola.

Depois disso, escolham um local bem gostoso e relaxante (pode ser o refúgio que escolheram anteriormente). Estendam a canga e um de vocês (ou mais de um, dependendo do tamanho do tecido), deve se deitar. A outra pessoa irá então, iniciar a experiência.

Quem estiver deitado deverá respirar bem fundo, por 3 vezes, equilibrando um dos elementos coletados, na barriga.

A pessoa que está conduzindo irá proporcionar sensações para quem estiver deitado: fazer sons amassando folhas secas, ou batendo pedrinhas, perto de seus ouvidos, colocar perto do nariz coisas cheirosas, pingar gotinhas de água nos braços e pernas, deslizar folhas ou galhos pela pele...

Depois, podem trocar de lugar e repetir a experiência!

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#2 Grandes desafios

Cordas e tecidos são objetos que viram facilmente brinquedos que possibilitam a criança desenvolver sua corporeidade.

 

Você pode somente apresentar para elas em um espaço amplo e seguro. E permitir que ela crie. Ou pendurar, amarrar de um lugar a outro, balançar, cobrir, pular, inventar! Deles nascem pontes, rios, uma aventura, uma rede, um balançar, um escalar.

 

Conhecer o próprio corpo e seus limites! Vamos nos aventurar?

#3 na lama

Procure um espaço, pode ser o refúgio criado por vc. Naturalmente algumas crianças já cavaram o espaço onde há terra ou areia. Cavar é um dos brincar que permeiam a infância. A criança quer desvendar o mistério do interior das coisas. Vai profundo! Quer saber o que tem dentro. Quando terra ou areia se misturam com água então! Sensação expandida! Não é preciso nenhuma condução! Fique atento, feche os olhos e deixe-se levar pelas sensações! Pinte o corpo, encontre bichinhos, use a lupa e divirta-se!

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#4 Rampas

Uma vez com algumas tábuas e um tronco de uma árvore que caiu do quintal, surgiu um brincar. Desafios e equilíbrio. Com tão pouco, a criança é capaz de se desafiar. De desafiar o outro, entender e superar seus limites. O peso, a altura, a estabilidade, a propriocepção. E muita muita diversão!


Encontre um apoio roliço. Uma tábua e apoie um sobre o outro, como na imagem! Experimente antes de deixar a criança brincar!

#5 para ver insetos

Vira e mexe as crianças por aqui encontram insetos no caminho. Eles são tão numerosos e diversos, não é? Pequenos buracos no chão, um buraco em um tronco de árvore, viram verdadeiros esconderijos naturais para esses animais.

Esses dias encontramos uma casca de cigarra grudada no muro! E as crianças ficam fascinadas!

 

Lembrando que uma luz artificial, a noite, pode atraí-los e observá-los é muito especial. Principalmente pela sua diversidade.

 

Embora tenhamos receio de pernilongos, abelhas, vespas, os besouros são inofensivos! As cigarras, os bichos-pau, algumas moscas, vaga-lumes, aranhas que constroem teias ou as de jardim.

Se quiserem se aventurar ainda mais, criem pequenas "armadilhas" para vê-los de pertinho, colocando casca de banana, ou restos de frutas em um recipiente. Depois, enterre a armadilha deixando somente a boca do recipiente para fora da terra. Depois, cubra com folhas secas e, depois de algumas horas, ou no dia seguinte, volte ali para ver quem apareceu. Observe com uma lupa, veja como se move, como se alimenta, suas características, cor... depois é só soltá-lo na natureza outra vez!  

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#6 Pescaria de elementos naturais

Esta brincadeira é muuuito gostosa de fazer! Primeiro você pode arranjar um galho mais comprido, ou um bambu, cabo de vassoura... não importa! Amarre na ponta uma linha. Pode ser barbante, lã, cipó.

A criança deve segurar a vara de pesca enquanto o adulto, ou outra criança, amarra na ponta uma surpresa da natureza. (fica mais legal quando a pessoa que segura a vara de pesca está em um lugar mais alto do que a que está colocando as surpresas, como sobre uma ponte, um brinquedo alto do Playground, no andar de cima de uma escada, em uma árvore...)

A diversão é em dose dupla pois, quem está com a vara, adora esperar para descobrir o que será que está pescando e, quem prepara a surpresa adora buscar coisas diferentes para surpreender e desafiar quem segura a vara. Vale a pena!

Para poder proteger

#1 Guardiões da natureza

Conhecer! Proteger! Tomar conta! Ser um guardião da natureza! E todo guardião tem um enfeite que caracteriza sua tribo, a sua origem!

Os cocares são adornos usados por muitas tribos indígenas e podem servir como símbolo de status ou classe dentro da tribo.

 

Chame seus guardiões (vale guardião de todas as idades)! Convoque sua tribo. Deixe as crianças escolherem um nome para essa tribo, um local para ser protegido.

Confeccionar os cocares com elementos da natureza será só o começo dessa brincadeira! Vale usar folhas de diversos tamanhos e formatos, algumas penas, galhinhos, o que a criança encontrar pelo caminho. Para unir todos os elementos use barbante, cipó ou até mesmo uma fita crepe! Propomos deixar os materiais dispostos para a criança criar, inventar, mergulhar no imaginário! A tribo daqui fez até um “grito de proteção”! Brincadeira gostosa demais!

#2 Vamos criar quadros?

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Que tal brincar de criar quadros com elementos da Natureza? Vá para o seu refúgio ao ar livre e faça uma coleta de elementos naturais. Lembrem-se de coletar coisas que caem no chão, sem arrancar nada de nenhum lugar. Leve molduras que podem ser de porta retratos ou criadas por vocês com papel ou com os próprios elementos encontrados no passeio.

 

Dentro das molduras criem desenhos, imagens, sobreposições, ultrapasse os limites da moldura!

 

A Natureza nos inspira para o belo. A criança quando em contato com a Natureza é capaz de apreciar esta beleza. A beleza da vida. Divirtam-se!

#3 aves no meu quintal

Quem não gosta de perceber pássaros cantando na janela, embelezando o jardim ou até mesmo observar a construção de ninhos no quintal?!

Os pássaros também desempenham um papel muito importante no ecossistema, transferindo sementes, adubando a terra e controlando a população de insetos.

Que tal atraí-los cultivando mudas de árvores frutíferas, um jardim de flores que os pássaros mais gostam de degustar, fazer ninhos, no seu bairro, condomínio, quintal? Você conhece quais aves tem perto de sua casa? Reconhece seu canto? Bem-te-viiiii! Sabiá, beija-flor, Sanhaço? Se tiver um binóculo em mãos, a observação é privilegiada!

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#4 Um minhocário todo seu

As minhocas são seres realmente incríveis e fundamentais para a reciclagem dos resíduos orgânicos do nosso planeta! Porém, nós jogamos fora todos os dias muitos nutrientes (restos de frutas, verduras, legumes, casca de ovo, papel, filtro e borra de café, folhas secas…) que acabam se misturando com outros resíduos nos lixões… Uma coisa que podemos fazer, que além de ajudar o ciclo natural da vida, é muito legal, é ter um minhocário em casa!

É fácil, limpo, barato e muito divertido ter minhocas ajudando em casa! Depois que elas comem todo o resíduo orgânico que produzimos, ainda fabricam húmus (um composto, uma terrinha muito rica em nutrientes). As crianças, de todas as idades, amam participar de todos os processos dessa montagem! Vamos lá!?

 

Você vai precisar de:

1 pote de plástico com tampa (daqueles de sorvete de 2L)

Tesoura

Terra

Algumas minhocas (+ ou - 10 minhocas)

Cascas de legumes e frutas, talos de legumes, cascas de ovos

Serragem ou jornal picado

 

Primeiro faça alguns furos ou aberturas pequenas ao longo de toda a tampa do pote.

Deixe que a criança coloque uma camada pequena de terra no fundo do pote (na altura de uns 3 dedos).

A parte m

ais divertida é colocar as minhocas!! Se você tiver um quintal com jardim, certamente elas serão encontradas após uma busca curiosa...não tenha pressa! Uma dica: elas preferem se esconder em cantinhos de terra mais úmidos e na sombra! Caso você não as encontre direto na natureza, em lojas de jardinagem ou mesmo direto do produtor rural (em feiras) é fácil (e barato) comprar minhocas!

Após a acomodação delas no pote, cubra com uma camada de restos orgânicos que tiver na sua casa (disponibilizamos pra vocês um guia com dicas do que pode ou não ser colocado no seu minhocário) e pra finalizar, uma camada fina de serragem ou papel picado. Pronto!

 

Deixe que as crianças participem do dia a dia na cozinha separando e picando as cascas, observando as minhocas na mão, com lupas!

Quando o adubo estiver pronto é só fazer bolinhas e colocar nas plantas de casa, do jardim, nas árvores do bairro, ou presentear alguém com essa terrinha super vitaminada!

Comece seu mini-minhocário novamente da mesma maneira, ou num pote maior, se for o caso!

#5 Vai florescer!

No Japão existiu uma prática muito antiga de guardar as sementes para plantio na próxima estação; junto com húmus ou outros materiais conservantes, envolvidas por argila.

Essa técnica foi reinventada, melhorada e recuperou muitas áreas degradadas pelo mundo.

Que tal fazer essa dispersão de sementes junto com as crianças, com o objetivo de esverdear e florescer uma praça, um bosque ou um jardim?!  

Você vai precisar de:

               (2 medidas) Sementes

           (3 medidas) Terra vegetal

      aquela bem escura e soltinha

           (5 medidas) Terra argilosa

        aquela terra vermelha sabe?

A primeira dica é escolher um dia de sol que tenha previsão de ser seguido por pelo menos mais um ou dois dias de sol! Se o tempo estiver muito úmido ou chuvoso as bolinhas de terra não vão secar, as sementes começam a brotar e algumas bolinhas podem até embolorar.

 

Mistures todas as sementes e depois acrescente a terra vegetal. Misture bem! Acrescente a terra argilosa (de preferência seca, em pó, peneirada). Vá acrescentando água, de 1 a 2 medidas. Depois é só fazer as bolinhas (cerca de 2cm, nunca mais que 3cm) e deixar secar na sombra por um ou dois dias.

 

Pronto! Organize os jardineiros, encha suas sacolas e saia por aí jogando os dispersores de sementes!!

#6 Pic-nic

Férias, verão, natureza, família reunida...tudo convida a um belo e colorido Pic-Nic, não acham?

Nós adoramos preparar comidinhas gostosas, coloridas e saudáveis, bastante água e sucos de frutas (viram nossas dicas refrescantes?!), tudo em uma bela toalha de chita!

Escolha um lugar tranquilo, que vocês se sintam confortáveis e a vontade. Uma dica é levar redes ou cangas para criar ninhos (como na proposta do  # Dentro de um Ninho).

Para os curiosos de plantão, prepare um espaço na mochila com lupa, potinho com tampa, uma pinça para coletar pequenos tesouros, um caderninho, lápis ou giz de cera! São nesses momentos que surgem muitas inspirações e belos registros!

Aproveite esse momento para contemplar a natureza, respirar profundamente, andar descalço, sentir o vento nos cabelos, observar a criança livre, na natureza!!!

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O menino que carregava água na peneira

Inspiradas pelo poema narrado no vídeo acima, nossa proposta para essa semana será um pouco diferente. Nós gostaríamos de inspirar todas a criar. Assim, quando essa proposta acabar, vcs (adultos e crianças) possam brincar livremente ou apresentar propostas criativas. Nós acreditamos na observação atenta da mãe do poema do Manoel. E na busca pelo vazio do menino que peneirava água. E essa é nossa proposta. Durante os próximos dias, ao invés de enviarmos ideias de brincar, sugerimos que vcs preparem os espaços para que eles sejam o mais livre possível e anotem ou registrem ( pode ser uma imagem, uma poesia, ou uma mensagem) e nos tragam o que a criança criou a partir desse vazio. Quanto mais vazio, mais espaço para a imaginação voar! Quanto mais natureza, mais preenchidos de inspiração ficamos! Aqui em nossas casas, elas criam histórias, ficam em cantinhos apertados, elas correm, dançam e colhem flores. O que rola por aí? Vamos trocar?

#1 A mãe observava

Como é seu lar/ local de férias? Tem quintal?Espaços onde a criança tenha a possibilidade de livremente escolher ir para fora? Ou mora em Apartamento e, para que a criança esteja ao ar livre e na natureza você precisa conduzí-la? E como é dentro de casa? Como são os espaços, a distribuição e a quantidade de brinquedos, de estímulos? Como as crianças usam esses espaços? Então, neste primeiro dia, a sugestão é OBSERVAR. Não conduza nada, não apresente nada. Somente observe, sente-se junto, esteja disponível, interaja, esteja atenta à criação da criança e traga somente elementos que venha do processo da criação deles! Ah! É importante que evitem os celulares, tablets ou tv, para si e para eles! Acompanhe, registre e compartilhe conosco suas impressões!

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#2 Gostava mais do vazio do que do cheio

Hoje, na continuidade das nossas inspirações para que vcs criem com as crianças, sugerimos livrar e organizar o ambiente. Tente deixar disponível somente aqueles objetos que a criança realmente se interessa neste momento. Faça isso junto com elas. As consulte sobre o que é possível fazer para esse ambiente ser livre. Sente-se no chão e observe.

#3 Os vazios são maiores e até infinitos

Bom dia! Como vcs estão? Estão conseguindo interagir com o que trazemos? Nossa próxima provocação é essa: crie espaços sem brinquedos. É possível nos livrarmos deles? Em que situações eles são fundamentais? Como os brinquedos são? Qual a relação da criança com eles? Como vc seleciona o que é apresentado a criança? Lembre-se sempre de consultar a criança e envolvê-la no processo! Adoraríamos saber como é por aí!

#4 Vazio e Cheio

Esta é uma proposta de brincar, conduzida, mas para conectar com nosso corpo, brincando de vazio e cheio!

Faça barcos de papel com a criança. Deitem juntos em um piso duro. Coloquem os barcos para navegar no mar, em cima da barriga. Essa é um técnica de respiração abdominal. Explique que quando a maré enche, vem uma onda grande e a barriga se expande! Quando a maré vaza, a onda se vai e a barriga encolhe. Sendo capaz de observar o barco nas ondas, a criança se concentra e observa seu corpo.

 

Fonte: Yoga e Educação Para Crianças. Swami Satyananda Saraswati

#5 e #6 Criando com objetos

#7 Sua história

Hoje é o último dia dessa série que pensa o vazio, o que a criança traz, e brincares que partem de muito pouco ou nada.

Vamos contar uma história? Vale história de família, uma história rimada, uma história que aconteceu durante o dia. Quem sabe a criança não tem uma para contar?

Roubar um vento e sair correndo

Esta semana será cheia de mistérios! Uma semana norteada pelo imaginário, pela surpresa, aquilo que não se entende muito, como correr com o vento ou catar espinhos na água! Assim, o trecho do poema do Manoel de Barros que nos norteará será:

 

"Gostei mais de um menino que carregava água na peneira. A mãe disse que carregar água na peneira era o mesmo que roubar um vento e sair correndo com ele para mostrar aos irmãos. A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água. O mesmo que criar peixes no bolso."

#1 Mágica da natureza

Vamos então começar logo com uma mágica de cores da natureza? Tem repolho roxo? Então pegue o repolho, tire suas folhas junto com as crianças. Pique com a mão mesmo!! Coloque no liquidificador com um pouco de água para fazer um suco concentrado! Peneire! Deixe a criança brincar com a "massinha" que se forma com o extrato do repolho!!

 

Agora, distribua o suco em vários copos. Pegue também filtro de papel e deixe ele aberto! Tinja o papel com o suco de repolho. Deixe secar um pouco! Enquanto seca, faça os testes de cor com as crianças. Assim: Em um copo, misture o suco de repolho com limão ou vinagre. Em outro, coloque um pouco de sabão em pó... E assim, vá testando o que ocorre com diversas substâncias ao serem misturadas com o repolho!

 

Ah! Teste também a massinha de repolho! Ela vai ficar super colorida!! Agora que já sabem as cores que o repolho pode se transformar, escolha quais substâncias vocês querem pingar no papel tingido e façam sua arte!!! Fica lindo! Dá pra recortar, fazer papeis de carta ou mandalas para pendurar na janela do quarto!

#2 Sombras

Brincar com sombras é muito Misterioso! Usar o corpo, um pedaço de papelão recortado em formas diversas, a natureza! Aqui fizemos teatro de sombras, andamos de bike conversando com as pessoas do lado, tentamos pisar um na sombra do outro... e adoramos fazer sombras a noite antes de dormir! Vamos criar?

Essa ultima foto é um teatro que criamos no aniversário da Serena. É uma caixa de papelão aberta. Um dos lados fizemos um corte retangular no meio. Os outros lados servem de apoio. Um lençol branco com elástico encapou a caixa. Com um abajur atrás fizemos o efeito. Todos os personagens da história são de papelão colados em palito de sorvete!

#3 líquido ou sólido?

Já brincaram com Amido de Milho (Maizena)? Ela, quando misturada com água, tem uma propriedade física muito interessante, instigante e divertida, chamada de fluido não newtoniano. Quando aplicada uma força diferente nessa mistura de maizena + água, ela cria resistências diferentes. Portanto se você simplesmente repousar sua mão sobre a mistura, sua mão afundará, mas se vc bater com força, sua mão não ultrapassará! O mesmo acontece se você afundar a mão e retirar devagar ou tentar retirar muito rápido. Faça uma bola, aperte bem, depois abra a mão e veja o que acontece! É incrível e as crianças amam! Depois contem para a gente!

 

Para fazer a mistura, use um pacote de 500g de maizena e vá adicionando água até que ela pareça um creme. Vá testando sua propriedade física, dê socos e veja o que acontece. O ponto é muito importante. Se for muita água, a mágica não acontece.

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#4 Mexendo com fogo

Brincar com o elemento fogo é mágico e desafiador. Estar diante dele é como houvesse uma possibilidade de transgredir, de transformar. A criança se sente como controlador de uma chama sagrada. A chama da luz interna! Quando anoitece, adoramos nos iluminar com a luz do fogo. E fazer lanternas para que seus raios abram caminhos e criem desenhos. Aqui vai o passo a passo de uma lanterna de papel, bem simples. Mas dá para inventar com papel colorido de seda, com recortes de diferentes formas, com suportes para que elas virem lanternas móveis e sempre levem luz.