Para ajudar, uma lista das necessidades básicas comuns a todos nós!

Um bate-papo sobre o exercício de Auto-empatia.

AR

EXPANDIR. SONHAR. BUSCAR IDEIAS E IDEAIS. CONECTAR... RESPIRAR!

Vamos brincar?

Olá!

Conseguiram brincar de não dizer a palavra não? Com esse exercício nós queremos trazer Para vocês inspirações educativas que são estruturantes. Que talvez formem a nossa raiz.

Como foi? Quais as sensações? Para mim é muito difícil. Além do exercício de formular frases que não tenham a palavra não, me dou conta do quanto meu discurso é negativo.

O que em essência é importante para nós é que o excesso de não cria uma barreira. Um impedimento a conexão genuína com o outro. Com as nossas próprias necessidades e com as necessidades do outro (considerando que muitos dos nãos que falamos mais são para nós mesmos). A criança expressa geralmente diante dos nãos, comportamentos desafiadores. Ou bloqueia sua energia criadora. Sua espontaneidade. Lembrem que a espontaneidade apareceu em vários discursos na brincadeira de nos perguntarmos o que deixamos de ser quando crescemos?

O que temos aprendido com algumas teorias é que os comportamentos desafiadores são expressões de necessidades não atendidas. A Disciplina Positiva (visite www.positivediscipline.org) de Jane Nelsen e Alfred Adler diz sobre os sentimentos por trás do que fazemos e falamos. Portanto, ao negarmos insistentemente o Outro impedimos nossa comunicado verdadeira e autêntica. E o que é do outro? Para a disciplina positiva, a criança possui necessidades básicas. Ela é um ser social, que precisa se sentir pertencente, incluída e amada. Que não basta amarmos mas precisamos garantir que elas saibam que são amadas. Também diz que é muito importante a considerarmos como um ser único. Em sua essência. Portanto, rótulos e comparações impedem que enxerguemos sua plenitude. Sua raridade.

Ainda, a disciplina positiva nos diz que crianças mal comportadas, ou seja, crianças que não tem essas necessidades básicas atendidas, são crianças desencorajadas. E por isso, ela sugere que façamos o exercício diário de nos perguntar se ao nos comunicar com a criança a fortalecemos ou a desencorajamos.

Tento fazer esse exercício diariamente. Principalmente quando eu quero fazer alguma coisa pela minha filha e ela sinaliza que pode Fazer sozinha. Ou eu a fortaleço e deixo que ela expresse o que está vivo nela ou eu a desencorajo dizendo não, vc não pode fazer isso sozinha. Uma dica preciosa da Disciplina Positiva é a de criar um ambiente positivo onde podemos dizer mais sins que naos. Onde há possibilidade de exploração segura, onde permita a autonomia e a independência da criança.

Você conseguiu observar mais sua comunicação durante esse exercício? Conseguiu identificar emoções suas e do outro diante de expressões mais positivas, conectadoras? Bom essa é somente a primeira nuvem inspiradora!

Está pronto para começar?

Vamos para a próxima nuvem?

Algumas inspirações

Abrindo espaço para o outro!

No silêncio, observar e deixar ser!

Quando nasce uma criança, nascem também seus pais! A família toda passa por profundas transformações para acolher este novo ser. Reforçamos valores e abandonamos velhos hábitos. Buscamos novas formas de relacionamento, nos alimentamos melhor, dormimos menos, ponderamos mais…

A casa também se transforma: montamos um quarto especialmente preparado para receber o bebê, abrimos espaço para o bebê explorar livremente, eliminamos objetos potencialmente perigosos e muitos de nós, compramos uma infinidade de objetos que "garantem seu pleno desenvolvimento". Refletimos sobre nossa rede de apoio, buscamos ajuda nas pessoas, nos livros e na internet. E a vida vai, aos poucos, encontrando um novo ponto de equilíbrio.

Quando Angelina nasceu, eu morava na Bahia, num lugar que extrema beleza natural. Morava em um apartamento que quase não tinham móveis. Não tinha TV, nem sofá. Não tinha berço, nem brinquedos que "garantissem" o aprendizado e desenvolvimento pleno dela. A princípio, aceitamos isso. Depois, optamos por isso! Optamos ter o Sol nascendo no horizonte, optamos pela cama compartilhada, optamos pela Presença verdadeira!

 

As nossas escolhas para a chegada da nossa filha, trouxeram para mim, particularmente, grandes tesouros! O "vazio" da nossa casa me jogou ainda mais nos braços da natureza, de estar ao ar livre, de olhar pela janela e contemplar a vida acontecendo, de ser muito mais do que ter, tecer novas teias de relacionamento e cultivar novas amizades; O "silêncio" me trouxe a paz, a busca interior… me ensinou a ser presença, a observar e me conectar; a "solidão" inspirou confiança, explodiu em criatividade, alegria… não aliviou minha rotina, não me tirou do foco… me alimentou e me colocou em ação!

 

A maior parte do dia era só estar ali.. Observando, cuidando e acolhendo tudo que surgia espontaneamente… trocar as fraldas, alimentar, limpar... É! Estive pensando bastante sobre essas funções rotineiras, sabe? Percebo que não é incomum que, sejam desvalorizadas ou delegadas para terceiros (cuidadores, escola, creche, avós!) São tarefas cansativas, repetitivas, chatas! Não percebidas como importantes possibilidades de conexão e de aprendizado! É também frequente que o adulto acabe distraindo ou "poupando" as crianças em momentos ricos, onde a vida acontece de maneira tão verdadeira!! Distrair a criança durante as refeições, principalmente em restaurantes; colocá-la em frente a uma tela, na hora de cozinhar, de limpar a casa, de viajar no carro sentado na cadeirinha… Deixar a criança passar uns dias com alguém, enquanto a família organiza a mudança de casa… São mensagens tão truncadas que chegam até as crianças. É tanta falta de comunicação, de conexão!

 

Emmi Pikler (1902-1984) defende, entre outras coisas, que é fundamental que o adulto estabeleça uma relação de confiança e interação com o bebê, principalmente durante os principais processos de cuidado (banho, troca de fraldas, alimentação). Ela sugere que qualquer adulto, pais ou outros cuidadores, transformem os momentos de higiene, limpeza, despir, vestir e trocar fraldas em um verdadeiro encontro entre dois seres humanos. Um encontro real, quando a criança não é apenas o objeto de tudo aquilo que acontece com ela, mas uma participante também! Que se torne um momento de troca, de respeito e uma oportunidade de se conhecerem com mais profundidade! Pouco se fala desta profunda conexão, né? Fala-se, por exemplo, sobre a fusão do bebê com a mãe até os dois anos, mas da conexão voluntária, de se perceber responsável pela criação desta vida, da construção gradual de uma relação de respeito e confiança… quase ninguém comenta.

 

Nesta jornada, aprendi que realmente, as crianças estão a todo momento, aprendendo. Estão experimentando, observando, tentando, criando! Percebi que eu não tinha que me esforçar em ensinar nada dessas coisas da vida para minha filha… nem para nenhuma criança que passou pelo meu caminho pessoal e profissional. Bastava estar junto, com Presença, Verdade e Afeto, que o aprendizado acontecia. Fiquei refletindo, então… O que é educação? Quem educa as crianças? Quais são os espaços educacionais? Qual o papel da escola em relação ao aprender, se desenvolver e se relacionar? Como ensinar uma criança a escovar os dentes? Como ensinar a usar o banheiro? Como ensinar uma criança a usar talheres? A falar? A beber no copo? Como ensinar como pentear os cabelos? Como ensinar a ser gentil, a agradecer, a ser empático, a subir em uma árvore, a respeitar as pessoas, a amar a natureza? Nestes meus muitos anos de educadora, e dois anos de mãe, descobri que a Educação plena e equilibrada na primeira infância é, então, uma questão de escolha, de postura, do adulto!

 

Descobri também que todos os espaços onde existem crianças, podem ser educacionais, não só os formais como escolas e creches. Segundo Montessori, a criança só precisa de um adulto preparado e de um ambiente organizado. Segundo a CNV, a criança necessita de um espaço para ser, para mostrar quem ela é. Precisa de um ambiente de respeito, livre de expectativas, de rótulos. Para Terezita Pagani, a criança precisa de liberdade para ter um corpo vivido… que ela precisa viver o espaço e os materiais. Precisa de um educador que reflita o que traz da sua história para sua prática, que seja calmo e paciente, que ofereça para as crianças acolhimento e abraços e que saiba nomear para ela o que ela sente! Gandhy Piorski sugere que a criança relacione o brincar com os 4 elementos da natureza, já que elas - a natureza e a criança - tem a mesma estrutura semântica da imaginação e a imaginação é a própria linguagem da criança. Diz que a criança deve encontrar a natureza, inclusive dentro de casa, em seus refúgios e lugares de solidão, de sonho, do imaginário! Pikler, assim como Maria Montessori e a Antroposofia, dizem que o espaço deve ser livre, organizado e seguro para que o bebê possa se movimentar com mais liberdade desde muito cedo, o que proporciona maior autonomia, criatividade e melhor desenvolvimento motor, já que a criança conquista cada posição por si mesma na medida em que é capaz de manter sua postura; descobre seus limites, explora diferentes formas de brincar…

 

Enfim! Educar uma criança é justamente viver tudo isso da maneira mais autêntica possível! E se não forem os pais a fazerem isso, que seja então alguém escolhido a dedo e não a tv, ou a creche mais perto de casa, por "falta de opção". Que esse alguém traga verdade para os pequenos! Que faça as atividades rotineiras de maneira respeitosa, lúdica… que olhe nos olhos, que converse, que prepare o ambiente, que seja presença amorosa e exemplo verdadeiro, que aprenda mais do que ensine e que se divirta!!!

Quando nasce uma criança - por Tina Benavente

NA

TU

RAL

MEN

TE

Olá! Como vcs estão? Como foram essas últimas nuvens? Observar, sorrir, silenciar e escutar são praticas que acreditamos conectadoras. Elas conectam conosco mesmo e com o outro.

 

Ivana Jaregui criadora da Educação Consciente e Livre, diz que não existe melhor vivência de autoconhecimento do que a de observar crianças, rs. E é muito curioso como muitas das nossas inspirações dizem que essas ações são fundamentais ao se educar.

 

Em nossas pesquisas, percebemos que várias trilhas podem dar no mesmo destino. O que é preciso estabelecer uma conexão profunda entre nós mesmos e o outro, nesse caso, a criança. E todas essas trilhas tem placas sinalizando que para que a conexão seja efetiva e resulte em uma criança equilibrada, é necessário: autoconhecimento, entendimento do todo, da teia da vida, inspirados na Natureza e sua comoscidade, um ambiente preparado e empatia. Uma dança entre as nossas necessidades e as necessidades da criança. Um respeito pela raridade do ser, pelo mistério da vida. E nós acreditamos que existem práticas como essas das nuvens e a próxima que vamos apresentar, que são tesouros preciosos nessa caminhada e que também podem servir de ferramentas para a construção da Teia Educacional da criança.

Quer saber mais? Vamos para o próximo tesouro!

Trilhas que dão no mesmo destino!

Exercício de Autoempatia:

O que vai contra sua expectativa, no relacionamento com uma criança?

Quais sentimentos estão por traz desta situação?

Abaixo, uma lista de sentimentos e

pseudosentimentos básicos, para ajudar em seu exercício! 

Como nos sentimos quando nossas necessidades não são atendidas:

aflito / abatido / agitado / alvoroçado / amargurado / amedrontado / angustiado / ansioso / apático / apavorado /

apreensivo / arrependido / assustado / aterrorizado / atormentado / bravo / cansado / cético / chateado / chocado /

confuso / consternado / culpado / deprimido / desamparado / desanimado / desapontado / desatento / desconfiado /

desconfortável / descontente / desesperado / desiludido / desolado / despreocupado / encabulado / entediado /

envergonhado / exausto / frustrado / furioso / hesitante / impaciente / incomodado / infeliz / inseguro / irritado /

magoado / mal humorado / nervoso / perturbado / perplexo / péssimo / preguiçoso / preocupado / sonolento /

surpreso / temeroso / triste

 

Como nos sentimos quando nossas necessidades são atendidas:

à vontade / agradecido / alegre / aliviado / amoroso / animado / atônito/ ávido / bem humorado / calmo / carinhoso

/ complacente / compreensivo / concentrado / confiante / consciente / contente / criativo / curioso / despreocupado /

emocionado / empolgado / encantado / encorajado / engraçado / entretido / entusiasmado / envolvido / equilibrado

/ esperançoso / esplendido / excitado / extasiado/ exuberante / fascinado / feliz / gratificado / grato / inspirado /

interessado / livre / maravilhado / motivado / orgulhoso / otimista / ousado / pacifico / ousado / pacifico / pleno /

radiante / relaxado / revigorado / satisfeito / seguro / sensível / sereno / tocado / tranqüilo / útil / vigoroso / vivo

 

Pseudosentimentos- pensamentos ou interpretações que

aparentam ser sentimentos mas não são:

ameaçado / atacado / coagido / criticado / desacreditado / desamparado / desapontado / diminuído / enclausurado

/ encurralado / enganado / ignorado / intimidado / incompreendido / maltratado / manipulado / menosprezado /

negligenciado / podado / pressionado / provocado / rejeitado / sobrecarregado / subestimado / traído / usado

Você consegue detectar quais necessidades suas não estão sendo atendidas, por traz destes sentimentos?

Vamos mergulhar no último elemento?